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PUCRS conquista sua primeira patente no Brasil
03/11/2011

 

PUCRS conquista sua primeira patente no Brasil

 

 

Modelo de utilidade simula individualmente condições de voo noturno
 
Em busca de um dispositivo individual e portátil para o treinamento de pilotos em voos de baixa luminosidade ou noturnos, os
pesquisadores Thais Russomano, Eduardo Grigôlo, Dario Azevedo, Rodrigo Coelho e João Castro, do Centro de Microgravidade
da Faculdade de Engenharia, desenvolveram a Câmara Escura Individual e Portátil (CEIP). A tecnologia simula as condições de voo e demonstra aspectos relativos à visão central, periférica e cromática, além de fenômenos e ilusões visuais que ocorrem em ambientes escuros e causam desorientação espacial, podendo resultar em acidentes, como em voos de formação, quando aeronaves voam conjuntamente. O processo de criação levou cerca de um ano e, em 2002, foi submetida à patente de modelo de
utilidade no Brasil. Com ela, a UBEA/PUCRS obteve em 2011 sua primeira concessão de patente nacional. A divulgação na Revista
de Propriedade Industrial, meio oficial do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), foi na primeira quinzena de agosto.
 
Somente depois de 18 meses do depósito do pedido de patente, o invento fica apto para ser examinado pelo INPI, que tem um tempo médio de espera de oito a nove anos. “Esta foi uma das primeiras patentes requeridas pela PUCRS e sua concessão significa que o invento tem valor e atendeu a todos os requisitos da legislação”, destaca Elizabeth Ritter, coordenadora do Escritório de Transferência de Tecnologia. O invento consiste em uma caixa de madeira pintada com tinta preta que impede a passagem de luz, com vedação perfeita de seus encaixes. Enquanto as câmaras escuras existentes são salas nas quais são realizados testes com grupos de pilotos, o que requer um grande espaço e alto custo, o CEIP permite o treinamento individual a um custo mais baixo. Por ser portátil, facilita seu uso em estudos científicos, como em oftalmologia aeroespacial.

“Essa tecnologia pode ser usada para treinar pilotos nas escolas de aviação, em Faculdades de Ciências Aeronáuticas, nos aeroclubes e até nas Forças Aéreas Brasileiras”, explica Thais Russomano. 
 
 

Líder no Ensino Superior

Esta não é a primeira concessão de patente da PUCRS , que tem outras duas no exterior. A pesquisa do professor da Faculdade e Química, André Arigony Souto, sobre a presença de resveratrol em óleo de arroz tem concessão nos EUA. Já o processo para eliminar interferência intersimbólica em sinais digitais, desenvolvido por Maria Cristina Castro, Fernando César de Castro e Dalton Soares Arantes, do Departamento de Engenharia Elétrica, em cotitularidade com a Unicamp, tem patente nos EUA, China, Coreia do Sul e Japão.

Segundo o INPI, a Universidade está entre as 50 maiores solicitantes de patentes no Brasil entre 2004 e 2008, em 28ª posição, e é a única instituição de ensino superior privada na listagem que reúne empresas, instituições de ensino e pesquisa e pessoas físicas. Até junho de 2011, a PUCRS contava com 75 depósitos de patentes no Brasil, 36 internacionais, dois licenciamentos para um laboratório farmacêutico nacional, 11 softwares registrados, 48 marcas registradas da PUCRS e um contrato de transferência de know how  registrado.

 

 

Fonte: Revista PUCRS Informação