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Pub. & Propaganda: CONAR criará regras "maduras" para temas "verdes"
08/10/2010 / Bruno Rosa

Conar criará regras para propagandas que usam a ideia de sustentabilidade
 

Objetivo é evitar que empresas abusem do tema.


A sustentabilidade é o próximo alvo do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Assim como aconteceu com as campanhas de bebidas alcoólicas, o órgão está estudando a criação de medidas para evitar que o tema verde continue sendo usado de forma desordenada pelas empresas e suas agências de propaganda. A expectativa é que até o fim deste ano seja criado um anexo ao atual Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

As medidas, no entanto, ainda estão em estudo. Além dos membros do Conar, como anunciantes, agências de publicidade e empresas de mídia, o novo anexo conta com colaboração de consultores ligados à sustentabilidade. De acordo com Gilberto Leifert, presidente do Conar, o assunto tem ganhado muita importância e por isso merece uma atenção mais detalhada.

Segundo Edney Narchi, vice-presidente do Conar, a sustentabilidade passou a ser tema de peças dos mais diferentes anunciantes:

- O anexo ainda está em estudo. Alguns setores estão ligados ao assunto; mas outros, não. Muitas empresas passaram a falar sobre o assunto porque se ganha pontos entre os consumidores - avaliou Narchi, sem revelar mais detalhes.

Os membros do Conar do Brasil e toda a América Latina se reuniram ontem no Rio de Janeiro para participar da IV Reunião dos Organismos de Autorregulação Publicitária da América Latina (Conared).

Conar prevê número recorde de processos este ano

Segundo uma fonte que acompanha a equipe de estudos, o eixo central do novo anexo é criar um limite ético para dizer o que é sustentável. Por isso, está se discutindo a criação de uma lista com ações que podem ser chamadas de sustentáveis. Também está sendo analisada a criação de adjetivos, como "correto", para classificar determinados tipos de ações. Bancos e cervejarias estão na mira.

- É uma discussão complexa. O termo ficou mais importante que as práticas. A palavra está sendo usada de forma desordenada - ressaltou essa mesma fonte.

Segundo o presidente do Conar, o número de processos (campanhas) analisados pelo Conar será recorde este ano. Até setembro, foram cerca de 300 peças julgadas - contra 370 em 2009.

- A economia está mais aquecida, e o consumidor mais exigente - explicou.

 
 

 

Fonte: O Globo