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III Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual
18/09/2010

 

Terceira edição do evento mostra a importância do debate sobre PIabertura_enapid.jpg

(Foto: Kátia Rocha/INPI) Da esquerda para a direita: Araken Lima Coordenador da Academia do INPI, Sérgio P. Cravalho Diretor de Articulação e Informação Tecnológica e Eduardo Winter Coordenador do mestrado (INPI). 

Com mais de 300 inscrições, o III ENAPID (Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento) teve início nesta quarta-feira, dia 15 de setembro, com o objetivo de discutir o tema “A PI como instrumento de desenvolvimento econômico”. Durante a abertura, Araken Lima, Coordenador da Academia de PI e Inovação do INPI, lembrou que o crescimento do tema da PI se deve, em grande parte, a sua interface com diversas áreas de conhecimento. Organizado pela equipe do Mestrado Profissional do INPI, o evento reflete a estruturação do curso que possui a grande vantagem de oferecer a trajetória profissional dos analistas do instituto, afirmou Sergio Paulino, Diretor de Articulação do INPI.

Na palestra magna, Alan Porter, da Georgia Tech (EUA), apresentou a importância de estabelecer indicadores empíricos de inovação. O Programa Data Mining Vantage Point, criado por ele, é uma ferramenta de prospecção cujo objetivo é gerar esses indicadores. O especialista exemplificou a importância de gerenciamento da tecnologia e seus usos: em resumo, a idéia do sistema é utilizar a pesquisa e o cruzamento de dados para a geração de informações essenciais para a formulação de políticas públicas. Essa “mineração” tecnológica pode ajudar a entender mais sobre determinada tecnologia apontando quais fatores afetarão o desenvolvimento dessa área no futuro. Outro tipo de dado que a ferramenta pode produzir é comparar “forças” de pesquisa entre países em determinados campos tecnológicos.

O estudo aponta que as políticas públicas de ciência e tecnologia (C&T) são tímidas no uso dessa inteligência, muitas das vezes, por não ter perguntas claras que gerem as melhores respostas. O principal desafio nessa área é definir qual ferramenta e análise podem antecipar a tecnologia e como avaliar essas análises: integração e a comunicação dessa informação tecnológica são essenciais em todos os momentos.

Na parte da tarde, os palestrantes da mesa-redonda “A PI e as relações internacionais” apresentaram diferentes aspectos sobre as relações entre a PI e o comércio internacional. O ponto em comum foi como lidar com regimes territoriais de propriedade intelectual e a unificação do comércio internacional, onde o TRIPS (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio) é um marco histórico recente. A atuação do Brasil no cenário internacional relacionado à propriedade intelectual reflete a questão central do debate: como apontaram Luiz Pimentel (UFSC) e Leopoldo Coutinho (INPI), é preciso entender que a PI está inserida no debate do desenvolvimento nacional. 

Veja aqui o programa do evento e outras informações do III ENAPID

                           

                      

 

 

Fonte: INPI