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Propriedade Intelectual: Encontro em Brasília 9 e 10 de setembro
09/09/2010

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Carlos Mazal (OMPI), Jorge Àvila (INPI Brasil) e Carlos Alberto Aragão (CNPq), participam da abertura do evento em Brasília. 

Foto: Marcelo B. Del Rei / INPI

Os dois desafios da América Latina na área de PI

Os desafios dos escritórios de propriedade intelectual da América Latina são: aproximar cada vez mais os pesquisadores das indústrias; e chamar a atenção do setor empresarial para a importância da PI nas estratégias de negócios. A avaliação é do presidente do INPI, Jorge Ávila, na abertura do Encontro Regional de Escritório de Propriedade Industrial e Agências de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação, que ocorre nos dias 9 e 10 de setembro, em Brasília. O encontro fechado reúne dirigentes e representantes dos órgãos similares do INPI e do CNPq de 28 países da América Latina, além de conferencistas da Finlândia, dos Estados Unidos e da Suíça.
 
O afastamento observado entre a indústria e os setores ligados à pesquisa, afirmou Jorge Ávila, não é um privilégio do Brasil. Este cenário é encontrado em quase todos os países em desenvolvimento e se apresenta como uma "tarefa em construção", que depende da interação entre os países para que alcance os níveis dos países desenvolvidos.
 
- A troca de experiências de forma franca, ampla e provocativa é a melhor maneira de construir uma inclusão da inovação nas estratégias de desenvolvimento dos países - afirmou o Diretor Interino do Escritório Regional para América Latina e Caribe da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Carlos Mazal.
 
A OMPI, ao lado do INPI e do CNPq, é organizadora deste evento, que é o primeiro no gênero realizado no Brasil. Este caráter inédito foi destacado pelo presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão, que abriu os trabalhos.
 
O secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Divino Valero Martins, apresentou a primeira proposta do evento. Ele sugeriu que fossem criadas linhas de financiamento para o desenvolvimento de produtos, e não apenas para as pesquisas, considerando o pedido de patente apresentado no INPI como uma das fases da pesquisa.
 
- Seria uma forma de financiar não somente a pesquisa mas também o desenvolvimento dos produtos resultantes - defendeu.

                                             

 

Fonte: INPI