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Economia da Cultura: Seminário discute economia criativa e direitos dos autores
03/09/2010

Foto: Kátia Rocha/INPI 

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Sergio Paulino, Diretor de Articulação do INPI, fala sobre os Desafios globais e oportunidades para a Economia Criativa

O acesso pela Internet a músicas e filmes sem a devida retribuição dos autores é hoje uma das principais preocupações das indústrias da arte e do entretenimento. Revisões nas leis e nos acordos internacionais estão entre as propostas que estão sendo apresentadas no "Seminário de Propriedade Intelectual e Economia da Cultura", que acontece até o dia 3 de setembro no Centro Cultural da Justiça.

Para o diretor de Articulação Institucional do INPI, Sergio Paulino, a crescente oferta de conteúdo na Internet e em outros meios de comunicação é sempre positiva e o que mudar são as formas de apropriação dos direitos das obras. “Temos de saber vender conteúdo”, conclui. De acordo com o coordenador da Comissão de Defesa da Propriedade Intelectual, Luiz Carlos Prestes Filho, ao contrário do que se costuma alardear, a legislação brasileira protege os direitos autorais diante dos novos instrumentos tecnológicos.

Para se ter noção do tamanho deste mercado, tomando-se o conjunto das atividades de direitos de autor no Brasil, o total de postos de trabalho por elas gerado, no Brasil, em 2004, representou cerca de 40% das atividades de construção, sabidamente uma das maiores geradoras de emprego na economia. Em termos de comparação mundial, estudos apontam que entre 2000 e 2005 o comércio da economia mundial de exportação de bens e serviços da economia criativa cresceu 9%.

O seminário é realização Organização Mundial da Propriedade Intelectual e pela Secretaria de Desenvolvimento do Rio de Janeiro e tem o apoio do INPI, entre outros parceiros.

 

Fonte: INPI